terça-feira, 1 de junho de 2010

O GUARANI E A SOMA DE PONTOS

O Guarani está apresentando um bom futebol nesse início de brasileiro. O clube se dá bem em campeonatos nacionais. Desde 1973, quando disputou pela primeira vez a equipe fez bonito. O auge claro foi em 78. Aquele time encantou e foi campeão. Me lembro do Dr. Sinésio Pedroso, dono da Rádio Brasil, que sempre assinalava esse fenômeno. Dizia: _ O Guarani é bom de brasileiro, a Ponte de Paulista!

Havia muita preocupação com relação aos primeiros jogos. Em conversa com Mancini, percebi sua preocupação também. Disse que estava preparado para 5 derrotas antes do recesso. Isso não vai acontecer felizmente. Partidas bem jogadas que foram contra Santos e São Paulo têm de vir acompanhadas de bom resultado também. Em Santos um empate e domingo uma vitória. Até porque esses dois grandes adversários deram inúmeros espaços para a movimentação do time.

Contudo, Mancini não deve se iludir com esse bom início. O campeonato é cruel. Mesmo jogando bem os resultados custam a acontecer. Se jogar mal então fica quase impossível. Existem partidas das mais diversas categorias. Contra os bem dotados tecnicamente que jogam e deixam jogar, contra aqueles que consideram o bugre adversário de tabela que vão competir ferozmente. Ex: Goiás, Atlético, Grêmio Prudente, Avaí, Vitória, aqueles com os quais o Guarani terá de disputar colocações. Existem também times grandes com pouca técnica e buscam a superação. Ex: Vasco, Botafogo, Atlético Mineiro. Portanto o campeonato é de difícil compreensão.

Por isso que o Guarani terá de manter esse rendimento, se possível perseguir um pouco mais os resultados e fundamentalmente se fortalecer durante o recesso. Terá de buscar pelo menos mais três jogadores de boa condição. Que possam até roubar vaga dos titulares ou no mínimo se prestarem a boas opções no decorrer do jogo. Campeonato brasileiro exige elenco e nesse ponto o Guarani está carente.

João Carlos de Freitas

quarta-feira, 19 de maio de 2010

JORGINHO - NÃO É ESSA A HORA!

Jorginho tem muito prestígio junto à torcida do Palmeiras. Na pesquisa realizada pelo site sobre a substituição de Antonio Carlos, Felipão foi o grande vencedor mas Jorginho ficou em 2º. 10% da preferência é uma boa aceitação. Jorginho deixou saudades no Palmeiras, na transição Vanderlei - Muricy, ele respondeu com muito sucesso pela equipe. Despertou atenção no mercado e logo o Goiás lhe fez convite. Por lá a passagem foi modesta. Não teve o mesmo brilho do Palmeiras.

Sou da tese que treinador tem que construir a carreira pelos degraus da escada. Não acredito naqueles que são colocados no topo, sem ter conquistado os degraus. Dunga é um bom exemplo. Mesmo com bom trabalho à frente da seleção, comete erros que são próprios dos inexperientes. Jorginho tem se mostrado competente nesse início de carreira, lembra Muricy em algumas características, embora não goste de creditar a outros treinadores sua formação. Possui princípios, conviccção, conceitos futebolísticos e demostra uma liderança marcante o que lhe dá autoridade na função.

O Palmeiras está muito turbulento. Não oferece condições estáveis para se trabalhar. Portanto, menos pelo treinador, não creio ser esse o momento dele assumir o cargo. O perfil terá de ser para um treinador de peso. Felipão, Abel Braga, Carpegiani , Autuori, possuem carreiras consolidadas e talvez pudessem suportar o "terremoto". Enquanto isso Jorginho tem a grande oportunidade de se firmar e receber o reconhecimento do mercado através do trabalho na Ponte Preta. Ele deve considerar, que se for bem sucedido no clube as portas se abrirão como aconteceu com outros profissionais: Cilinho, Zé Duarte, Jair Picerni, Nelsinho Batista, Sérgio Guedes dentre tantos.

João Carlos de Freitas