A Ponte deu adeus definitivo ás chances de classificação entre os quatro semifinalistas do paulista. A derrota em Bauru decretou tal situação. Se no ano passado pudemos elogiar o trabalho de formação da equipe, neste ano devemos retirar os elogios e cobrar de quem montou o time! Sorte é um ingrediente que envolve por vezes a montagem de uma equipe, principalmente da forma como é feito na Ponte Preta. Infelizmente o clube ainda não conseguiu sua independência. Possui dificuldades em consolidar sua cultura! Ás vezes profissionais que servem a agremiação, não conseguem entender com rapidez a cultura e o comportamento do clube! A ponte sempre precisou de profissionais com muito coração! Talvez pela origem da sua torcida, a história dramática que sempre a acompanhou. É uma torcida carente, um povo emocional e que pra funcionar precisa ser composto por gente com esse perfil! Espero que Dicá e Marco Aurélio sejam mais do que grandes conhecedores de futebol! Precisarão contagiar jogadores e integrantes da comissão técnica com o calor que é preciso pra se ter sucesso na ponte! Talvez encarnar um pouco o espírito de Sergio Guedes, que nos últimos anos ao lado de Abel Braga, foi o que entendeu e praticou a filosofia da emoção, que na macaca costuma dar certo!
João Carlos de Freitas
João Carlos de Freitas