É uma combinação que não tem funcionado! O fato ocorrido no estádio dos Aflitos na última rodada do brasileiro atesta bem esse fenômeno. Por inúmeras razões a polícia não é bem vista pelo povo brasileiro. Vivemos num estado de profunda insegurança e não raras vezes nos deparamos com confrontos envolvendo polícia, torcedores e pasmem o fenômeno está entrando no campo de jogo. Fiz um jornalismo quântico em Guaratinguetá assistindo a partida entre Ponte X Guará entre os torcedores comuns. Confesso, em alguns momentos entrei em pânico, digno de jornalistas que cobrem um conflito armado. Percebi torcedores, bem poucos, fora do estado normal. Contudo, em Guaratinguetá o “show” de violência irracional partiu de alguns policiais. Percebia-se que não estavam ali no cumprimento do dever sagrado de planejar e oferecer segurança, mas sim de conturbar e colocar em risco vidas de torcedores. Foram alguns minutos de irracionalidade que poderiam se consumar em tragédia. No Parque Antártica o fenômeno se repetiu e fora do estádio às imagens de confrontos de palmeirenses e polícia foi chocante. Pois bem, o fato de Recife deve ser lamentado. Por pior que estivesse o estado emocional do jogador André Luís, não é direito da polícia abordá-lo e agredi-lo da forma como ocorreu. Muito menos sua prisão se justifica. O campo de jogo pertence aos jogadores. É um ambiente onde eles se entendem por bem ou por mal. Existe um limite e nenhum profissional de futebol militante de um grande clube como o Botafogo, extrapola as raias do limite. O próprio staff do clube é capaz de resolver o problema.A Polícia não tem nenhum papel eficaz nestes casos. Pode sim, conturbar e arriscar o espetáculo. Se o Botafogo não voltasse para jogar o segundo tempo, o risco de uma convulsão nas arquibancadas seria muito grande! Paulo Shimith, procurador do STJD deve denunciar o fato. O tribunal deverá tomar as providências no campo desportivo! A CBF, clubes, ligas, sindicato de jogadores devem discutir o assunto. Quem sabe possam criar uma segurança privada para dentro do gramado. Afinal, ali não é lugar de policia, principalmente mal preparada!
João Carlos de Freitas