sexta-feira, 1 de julho de 2011

CARPEGIANI E O PERDÃO!

Foi Jesus Cristo quem trouxe para o mundo o verdadeiro significado do perdão. Antes disso não se conhecia nem a palavra, quanto mais o ato. A elite judaica, apoiada  nos poderes do império romano tratava o pecado como algo irrecuperável. Os pecadores eram classificados como verdadeiros "bandidos" e julgados como demônios vestidos de gente.  Não julgues para não seres julgado. Quem não tiver pecado que atire a primeira pedra... Foram frases marcantes ensinadas por Jesus e que perduram até os dias de hoje. A lei era olho por olho, dente por dente... E se matava em nome da justiça!
O caso Rivaldo X Carpegiani, nos remete a todas essas reflexões. Estaria o treinador do São Paulo precisando de uma reciclagem de valores? Será que ele entendeu verdadeiramente o sentido do perdão? Entendeu a diferença entre a palavra e o ato? Sim, porque não se perdoa apenas pela palavra... Ela sempre tem de vir seguida do ato. E a atitude de Paulo Cesar é sempre ignorar a importância, ainda que histórica, do ídolo Rivaldo, reconhecido pelo Brasil inteiro e pelo mundo futebolístico como um dos protagonistas da conquista do penta campeonato.
Em Florianópolis Rivaldo poderia ter jogado. Mas o treinador preferiu abrir mão da competitividade pelo título alimentando um sentimento mesquinho e ateu relegando a utilidade do atacante. E ele no banco não se conteve e abriu fogo contra a má vontade do treinador.
Os torcedores sampaulinos viram-se humilhados na goleada frente ao rival Corinthians. 5 a 0. E mesmo assim Rivaldo, na visão do treinador não seria capaz de ajudar os jovens jogadores do tricolor. E assim parece que esse laço está abalado pelo orgulho e mesquinhes de Carpegiani. Enquanto isso quem paga é o São Paulo!
Shakespeare dizia que  "guardar ressentimento é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra" . Será que Paulo Cesar Carpegiani espera pela morte de Rivaldo?
Um abraço a todos!
João Carlos de Freitas

quinta-feira, 16 de junho de 2011

GOL LEGAL...MAS IMORAL!

Uma das maiores dificuldades dos legisladores e juristas tem sido contemplar simultaneamente os valores morais através da lei. O velho dito permanece em discussão: "Toda lei é moral, mas nem toda moral é lei".  A moral muita vez se confunde com ética, definida como um código de conduta humana do ponto de vista do bem e do mal relativa à uma determinada sociedade ou até do modo absoluto. Pois bem, o jogo de futebol tem além das regras balisadoras o valor do comportamento.
É por isso que nos jogos de futebol no mundo inteiro se exercita a todo momento o chamado "fair Play", divulgado e recomendado pela FIFA. O caso mais comum de fair play é quando um jogador se prostra indefeso e impedido de competir por alguma lesão, contusão ou coisa que o valha. A ética entre os times manda que o detentor da bola naquele instante ao perceber a impossibilidade do advesário seguir competinto, paralise o jogo colocando a bola para fora no caso desta estar em jogo. E todos têm cumprido rigorosamente esse "tratado".

O jogo entre Portuguesa e Guarani seguia muito bem disputado, com o placar de 2 a 2. As regras sendo obedecidas e as equipes se empenhando na busca do resultado. De repente num escanteio que favorecia à Portuguesa o jogador Aislam do bugre, cai combalido na sua própria grande área, no instante de uma cobrança de escanteio pela Portuguesa. O batedor e o juiz da partida perceberam, mas não obedeceram ao "tratado" aqui descrito. Enfim se lixaram para o fair play. Com Aislam alijado da jogada a vantagem do ataque da lusa ficou evidenciada. O escanteio foi batido e o zagueiro Mateus fez o gol de cabeça. De nada adiantaram as reclamações dos jogadores bugrinos. Na verdade o gol valeu... O que não valeu foi a falta de ética do juiz e dos adversários do Guarani!

É portanto verdadeira a afirmativa que o gol da Portuguesa foi LEGAL, mas não MORAL!