terça-feira, 10 de novembro de 2009

ANSELMO DUARTE

Perdemos uma das maiores referências do cinema brasileiro. Anselmo Duarte fez muita gente gostar de cinema. Na década de 60 a televisão começou a trazer para as telas alguns sucessos do cinema nacional. As populares "xanxadas" dominavam nosso cinema. Eram filmes alegres, comédias inocentes e divertidas, bem interpretadas. Quando assisti ao filme "Absolutamente Certo" com atuação soberba de Anselmo e Eliana Macedo, entendi a razão da idolatria que meus pais tinham por Anselmo. Tico-tico no fubá, onde interpreta o grande Zequinha de Abreu, o artista de Santa Rita do Passa Quatro, me convenci que de fato estávamos diante de um ator extraordinário. Anselmo era simples. Tratava as câmeras com uma amizade íntima e sua interpretação nos remetia às estórias a que ele se propunha a contar. Formou também um belo par com Ilka Soares, uma grande e linda atriz. Ao dirigir " O Pagador de Promessas" veio sua total consagração. Fez de Leonardo Vilar e Glória Menezes, artistas de nível internacional e mostrou para o mundo que por aqui não se vivia apenas de futebol, mas de grandes talentos cinematográficos! Os atores e diretores de hoje devem um grande tributo à Anselmo Duarte. Tive o prazer de ouvir uma palestra sua na faculdade de comunicação em 1976. Foi um show de lições de cinema e interpretações e também lição de vida! Temos muito a agradecer Anselmo!



João Carlos de Freitas

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

A DEFESA TRAIU A PONTE!

O Campeonato Brasileiro da Série B está chegando ao fim! Vasco, Ceará, Guarani,Atlético ou Portuguesa. Com chances remotas Figueirense e mais remotas ainda a Ponte Preta! A campanha da Ponte foi muito irregular. A equipe abusou de errar. É um campeonato onde quem erra menos chega! O dado curioso na campanha da Ponte é que contrariando sua tradição, onde os sistemas defensivos sempre foram bem tratados e a produção ofensiva nem sempre foi seu ponto forte, nessa campanha aconteceu exatamente o contrário. O ataque da Ponte é o segundo melhor da competição. 58 gols, com apenas um penalty a favor. Sem dúvida é uma proeza e um número a ser considerado. Curioso é que, fora a era Marco Aurélio, os demais treinadores sempre atribuíram á falta de gols o insucesso do time. Mesmo carregando Mexerica, um fracasso inesperado e a própria irregularidade de Evando, a produção foi acima da expectativa. Outro dado curioso é que não existe nenhum artilheiro concorrendo ao primeiro lugar. Isso prova que houve um compromisso de atacar. Defensores, laterais, meias e até os atacantes fizeram gols. Um time ofensivo. Portanto é fácil concluir que os cuidados defensivos ficaram em segundo plano. Troca de zagueiros, com a saída de Gum e Jean, depois a própria volta do zagueiro que não se adaptou ao são Paulo. Dezinho não conseguiu grande destaque e Deda bem que se esforçou, porém acabou apresentando um futebol apenas razoável. Jean na volta também não conseguiu regularidade e os laterais pouco defendem. Contudo, faltou aos treinadores, exceto Marco Aurélio, o cuidado necessário para estabilizar o setor defensivo, cujo grau de dificuldade para entrosamento é bem menor. Por tudo isso a conclusão final é que a saída de Marco Aurélio desestabilizou taticamente a equipe. E nesse aspecto o apoio de Dicá era fundamental. Para piorar, a retaguarda do futebol ficou entregue a curiosos e interesseiros que acima de tudo tratavam a equipe como um balcão de negócios! A Ponte pagou muito caro e mais uma vez perdeu pra ela mesma!

Abraço a todos.

João Carlos de Freitas