
Nos meus 43 anos de derby, começando por 1966, presenciei confrontos maravilhosos. Com Zé Carlos, Wanderley, Renato, Marco Aurélio, Zenon e Dicá, a bola não subia cinco centímetros. A técnica prevalecia. Acompanhei Washington (o de Bauru) no inicio dos anos 70. Mosca, em um dos derbys dos anos 70 aplicou três chapéus seguidos no seu marcador. Careca protagonizou o derby de 78 que o consagrou com dois gols. Osvaldo encantava sempre com seus gols decisivos, ele que é o maior artilheiro de derbys. Enfim, histórias não faltam e na sua maioria construída com talento e emoção. Pois bem, o jogo do último domingo passará para a história. Uma superação surpreendente de dois times que não jogaram tanto assim no campeonato. No primeiro tempo a supremacia da Ponte, poderia levá-la a marcar mais de um gol. Aliás, o gol de Neco no final do primeiro tempo pode ter sido a grande alavanca para o Guarani reagir. Será que se o jogo terminasse zero a zero no primeiro tempo, Luciano mudaria sua equipe para a reação? E no segundo tempo foi o derby de Cleverson e Aranha. Até a torcida se ocupou apenas em assistir ao jogo que tomou conta de qualquer sentimento de violência. Os vândalos devem ter se sentido envergonhados e se renderam á arte e ao espetáculo dos jogadores. Posso afirmar que assisti a um dos melhores jogos da história entre Guarani e Ponte Preta!
Um abraço!
João Carlos de Freitas.
Um abraço!
João Carlos de Freitas.