quarta-feira, 8 de outubro de 2008

CHICÃO - O HERÓI DA BATALHA DE ROSÁRIO!

Conheci Chicão jogando pela Ponte Preta em meados dos anos 70. Veio do São Bento de Sorocaba e logo se destacou como um volante de garra e determinação. Não era um jogador de grande técnica e habilidade. Pontuava pela liderança e vontade de vencer. Por isso foi um vencedor na carreira. Na copa de 78, enfrentamos a Argentina em Rosário. Estádio lotado, enorme pressão da torcida, interesses políticos na vitória Argentina. O General Jorge Videla era o presidente da Argentina. Época da ditadura e do militarismo na América do Sul. A Argentina não podia perder a copa, portanto jogar contra eles era enfrentar uma grande batalha. Assim ficou conhecida a partida. Não ganhamos, mas também não perdemos. O placar de zero a zero, não destacou os craques: Mario Kempes, Roberto Dinamite, Jorge Mendonça, Daniel Passarela, dentre outros que ali estavam. O confronto, no entanto teve um herói reconhecido! Chicão. Encarou os argentinos e encarnou uma raça que nos orgulhou. Foi chamado de maricon pelos argentinos, mas devolveu com um futebol de macho! Foi o ponto alto da copa 78! No São Paulo foi Campeão Brasileiro de 77, embora a partida contra o Atlético em minas fosse disputada em 78. Naquele jogo foi acusado por muitos de ter fraturado a perna de Ângelo, meia do galo. Mas não foi Chicão quem participou da jogada e sim Neca, um atacante gaúcho vindo do Grêmio para o São Paulo. Chicão se tornou amigo de Ângelo e assim ficava reconhecida à lealdade do jogador. Ângelo faleceu faz 3 anos. Com saudade vamos nos lembrar sempre de Chicão, da sua raça, lealdade e amor ás camisas que defendeu!

João Carlos de Freitas

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

BENAZZI E A VIBRAÇÃO!

O jogo é hoje! A lógica diz que a Ponte é a franca favorita. Portanto estamos todos partindo do principio que a equipe faça os 3 pontos. Acima disso está a observação com relação ao comportamento. Benazzi percebeu as deficiências do time. Detectou um certo comodismo. O ambiente entre os jogadores é de alguma passividade. Isso é ruim para uma equipe. Os times vencedores nem sempre têm seus jogadores amigos de freqüentar a casa do outro. Quando o Cruzeiro venceu a Libertadores de 97, perguntaram para Paulo Autuori se o time estava unido. Sua resposta foi a mais realista possível: eles jogam bem, mas não se suportam! Existem muitos outros grupos assim. O da Ponte parece ser muito amigo, porém passivo. É nessa direção que Benazzi vai trabalhar. Ainda em 97, Marcelo Souza no intervalo de Ponte e Náutico, ofendeu a diretoria da Ponte que teria trabalhado a arbitragem e permitiu a expulsão de Renato Carioca. No segundo tempo a equipe suportou o Náutico e conseguiu o acesso! Com a experiência e a qualidade dos jogadores, a Ponte pode começar a ser um time á imagem e semelhança de Benazzi. Se isso acontecer ela pode subir!

Um abraço a todos!

João Carlos de Freitas