quarta-feira, 3 de setembro de 2008

INTER DE LIMEIRA - CAMPEÃ - FAZ 22 ANOS!

1986 foi um ano agitado em todos os sentidos. Tancredo Neves, o arauto das diretas já eleito presidente da república, não conseguiu assumir e levou o Brasil a uma das maiores comoções com sua morte. O plano cruzado estava sendo preparado pela equipe de Sarney, que viria se concretizar no ano seguinte. Estávamos em pleno ano de Copa do mundo, onde o México substituiu à Colômbia promotora original do evento. A seleção de Telê Santana viveu turbulentos dias na copa. Leandro, um dos maiores laterais de todos os tempos se recusara a embarcar com o grupo ao protestar contra a dispensa de Renato Gaúcho. Zico fazia todos os sacrifícios para jogar, por causa do joelho abalado, vítima de uma entrada criminosa de Márcio Nunes, beque do Bangu em jogo pelo Campeonato Carioca. Aquela violência, talvez tenha nos custado a copa, porque em forma Zico faria a diferença. E quem fez a diferença foi Maradona, sem dúvida o dono da copa e protagonista principal do título para a Argentina. Maradona só não fez chover. Foi a maior atuação individual de um jogador em Copas do mundo! Pintado esse breve cenário corria o Campeonato Paulista. Muito disputado e que reservaria a segunda grande surpresa para o Brasil futebolístico. A primeira foi em 78 quando o Guarani foi Campeão Brasileiro. O time da Internacional de Limeira era espetacular: Silas, João Luis, Bolívar e Pécos. Manguinha, João Batista e Gilberto Costa. Tato, kita e lê. Dirigido pelo seu José Macia, Pepe, era um time quase perfeito. Fez a decisão contra o Palmeiras de Carbone no Morumbi. 0 a 0 no primeiro jogo e uma vitória espetacular por 2 a 1 na final. Tato e Kita foram os heróis marcando os gols. O interior festejou muito e Limeira fez festa pelo resto do ano! São recordações que jamais sairão da nossa memória!


João Carlos de Freitas

terça-feira, 2 de setembro de 2008

CARBONE FOI COERENTE!

A Ponte Preta deu um mau exemplo no último sábado de como não conduzir um processo comum no futebol. A derrota para o Ceará foi doída, mas dentro da lógica. De repente uma avalanche e uma quase afirmativa que o treinador seria demitido. Os repórteres que lá estavam tiveram alguma fonte de dentro da Ponte sobre tal fato. Não seriam irresponsáveis de levantar a questão com a dimensão que tomou! Bonamigo estava fora da Ponte e Benazzi seria contratado. Apenas Carbone fez questão de publicamente desmentir tudo ainda que tivesse falado com o presidente. Bonamigo não saiu e Benazzi não foi contratado. Carbone saiu fortalecido. Bonamigo ficou desmoralizado e agora jogará sempre pressionado e pendurado em algumas partidas a começar pela próxima contra o América em casa. Com toda fragilidade que tem demonstrado Bonamigo passa a contar com um importante aliado, Carbone. E este terá que ter mais presença junto ao elenco, sugerir caminhos , palpitar no esquema, na forma de jogar, enfim Carbone sabe que se não atuar em cima do treinador tudo estará perdido. Bonamigo tem se mostrado fraco, mas Carbone como anjo da guarda poderá consagrá-lo. Bonamigo terá de ser grato a Carbone pelo resto da carreira!

João Carlos de Freitas